Lilice é minha irmã mais nova de oito anos. Não vou defini-la como qualquer menina de sua classe e idade, pois geralmente, Lilice surpreende a todos com tiradas fantásticas e assertivas inteligentes. Acredito que seu pensamento é, inclusive, mais profundo do que ela nos deixa perceber. Outro dia perguntou-me de onde vinha Deus e quanto era o tempo Dele, já que não compreendia como algo podia ter sempre existido, tampouco existir para sempre. A eternidade é, para ela, como para todos, imagino, um conceito infinitamente maior que o alcance da mente humana. Em algum verão, enquanto olhávamos o horizonte lilás pincelado de laranja, Lilice comentou como aquela visão era linda e que, se possuísse o dom de pintar, pintaria aquele cenário estarrecedor. Ela tinha quatro anos à época. Entre suas opiniões políticas, está a de que Juscelino foi o maior presidente do Brasil, visto que Getúlio não passava de um covarde que entregou-se à morte e abandonou seu país. Além de tudo, Lilice possui grande envergadura moral e caráter firme.
Por essas e outras, papai acha minha irmãzinha um ser único e dotado de uma capacidade intelectual além do normal. Assim, resolveu presenteá-la com uma porca para guardar moedas, desde que ela respondesse às perguntas por ele formuladas todas as noites. Como ela estava apta a responder a maioria das questões, as moedas logo foram deixadas de lado e a porquinha rosa de Lilice ganhou cédulas de 10, 20 e 50 reais. Era um estouro. Para estimulá-la ainda mais em sua busca pelo conhecimento, eu e meu irmão Lafa, de dezessete anos, também entramos no jogo disputando o dinheiro. Para minha pequena flor a brincadeira ficou mais difícil: agora, não era necessário apenas que ela respondesse tudo corretamente, era preciso também que eu e Lafa errássemos o que nos era indagado!
A mim, destinavam-se os mais cruéis questionamentos do direito penal e do processo civil, matéria esta última que ainda nem tive o prazer de estudar na faculdade, de forma que havia uma certa trapaça no divertimento,o que garantia à Lilice quase sempre,a vitória. Lafa ficava a cargo de discorrer a respeito de fatos históricos de forma extremamente subjetiva, de rapidamente ter que lembrar a capital do Uzbequistão ou a personalidade de um personagem absurdamente secundário de um livro esquecido. Enfim, Lilice tornava-se, de um jeito ou de outro, a campeã soberana e sua porquinha, por conseguinte, ficava cada vez mais rica e gorda.
No último dia, antes de abrirmos o cofrinho, eu e meu irmão já esgotados e fartos de derrota, decidimos recusar nosso direito de resposta e fazer o êxito de Lilice ainda mais grandioso: assumimos expressamente que não tínhamos a menor chance e que seu embate seria contra seu próprio raciocínio e intelecto, ela seria sua própria rival. Na minha casa, as crianças nunca foram tratadas como crianças e nosso feitio moral foi construído passo a passo através de exercícios como o aqui descrito, além de outras duras pelejas seguidas de penas desenvolvidas com a destinação de criar indivíduos excepcionalmente fortes e irresistíveis às batalhas da vida. Ainda não é sabido se tal método funciona, mas, para mim, o efeito parece ter sido o oposto do esperado, uma vez que me vejo frágil e vulnerável aos humores diários.
Mas bem, voltando, a pergunta foi: em que situação Anne Frank escreveu seu diário? Os olhinhos de Lilice brilharam de emoção e a resposta foi instantânea: ela estava se escondendo de Hitler, que perseguia todos de sua estirpe. Ok, ela não usou estirpe, mas não é fácil saber, à idade de 8 anos, que Hitler buscava todos os judeus para destruir. Mas Lilice sabia. Ela tem um apetite insaciável por conhecimento, talvez mais por natureza, do que pelos estímulos lúdicos de meu pai. A porquinha ganhou mais 20 reais e no dia seguinte,minha irmã esparramou-se no sofá como um velho ganhador de dinheiro, contando cédula por cédula, moeda por moeda e, passados vinte minutos, concluiu que detinha a quantia significativa de seiscentos reais.
Por sermos humildes vencidos, parentes pobres rodeando sua fortuna, fomos agraciados, eu e meu irmão, cada um com cinqüenta reais. Didi, sua babá, recebeu também cinqüenta. O resto, ela decidiu que gastaria no final de semana em Recife, naquele imenso templo do consumo que é o shopping center da capital pernambucana. Agora tenho que falar dos defeitos dessa doce infanta: é uma gastadora nata, uma consumidora cruel, boa vida, ambiciosa e avarenta. Lilice ama o dinheiro e tudo o que ele pode comprar: Barbies e outras bonecas, vestidos da última moda, cadernos coloridos, papéis de carta perfumados, lápis com tinta brilhante, conjuntinhos de chá de porcelana, fantasias de todos os tipos, livros cheios de figuras, cds (de boa música, é preciso ressaltar).
Não tem culpa. Aliás, se podemos culpar nossa natureza, talvez tenha. E da natureza unida a um meio propício para que a ela demos vazão, um comportamento harmonioso e rijo surge, já cheio de percalços para ser mudado. Lilice gosta de ter e, até então, poucas coisas a impedem de ter o que deseja. Ela acredita que sua personalidade exige muito para estar plena e que, para tanto, deve angariar todos os objetos e utilizar todos os serviços que estão sintonizados com o seu interior. Ou seja, suas atitudes enérgicas demandam uma barbie estilo caratê e suas necessidades sentimentais pedem os cadernos coloridos e os lápis com tinta brilhante, a fim de que o pensamento flua melhor no papel e que, ao lê-lo, todos saibam que foi Lilice que escreveu aquilo, não apenas devido à marcante forma de opinar, mas também à maneira como a idéia se apresenta. Seu quarto deve ser decorado em fundamental simetria com seu eu. Ela deve comer manteiga de amendoim porque identifica-se com as personagens dos filmes americanos que comem manteiga de amendoim. E comprar em uma loja que também venda a distinção de sua individualidade. As coisas são um reflexo de seu ser.
Enfim, ao procurar o conhecimento porque o ama, Lilice não erra em nada, muito pelo contrário, só acerta. Ao ganhar dinheiro com seu conhecimento, também apenas une o útil ao agradável. Ao despejar seu íntimo em tudo que é tangível, ela torna-se uma fortíssima figura de seu tempo, ainda que tal característica seja um sentimento humano bastante enraizado, que apenas se mostra mais forte nas últimas décadas devido ao contexto econômico e social por que a humanidade passa e para o qual caminha. Mas esta expressão do homem moderno não atinge a todos, como é sabido. E para mim, uma pobre alienada também envolvida pelos valores do consumo e da necessidade de transferir-me para objetos, marcas e serviços, o alcance desta percepção foi triste e inesquecível.
Ao sair de casa carregando um pesado Vade Mecum, um livro de direito civil e uma pilha de xérox, inebriada por toda a beleza do direito, saí do trancado universo claro e perfeito das leis, bem vestida, branca e longa, para inserir-me na cena bárbara que corria no terreno baldio ao lado do meu prédio: o que primeiro me chamou a atenção não foram os seres humanos maltrapilhos que sempre estão por ali buscando restos do que comemos e do que usamos, os cadáveres dos objetos para onde transferimos com tanto orgulho e paixão nossas personalidades, mas sim para o rosa claro da porquinha quebrada de Lilice que contrastava com o barro do terreno, com o preto das latas de lixo e com o marrom da pele das duas menininhas, provavelmente tão jovens em idade quanto minha irmã.
Duas abandonadas, descalças, longe do que conhecemos, porque embora seja uma cena comum, é geralmente ignorada e se esvai de nossa memória por não merecer nossa atenção. Duas abandonadas já apaixonadas pelo brinquedo sujo, rosa bebê, quebrado, tão maltrapilho e abandonado quanto elas. Lilice já não o queria. Ele já não atendia aos seus desejos, fora descartado e agora era extremamente amado pelas desconhecidas. Fizeram-se donas da porquinha. O zelador do meu prédio, que fora esvaziar o resto do lixo dos apartamentos no terreno, olhou-as severamente, avaliou a porca e as mandou embora, deixando que levassem o objeto. Elas em nada se importaram por terem sido despejadas de um terreno baldio e fétido, como saíram transbordando uma alegria escandalosa, que Lilice jamais sentiria ao ganhar sessenta reais para mais uma barbie apática que fosse expor na prateleira.
Myriam Gadelha.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Da noite
Tenho um colega chamado Thiago, porém todos o conhecem pelo vulgo "Venâncio". Pois é, esse mesmo, caro leitor.
Estou em sua companhia, agora, metodicamente, neste instante, a fazer nada, entrando no total e completo ócio mais inimaginável, aquele que, de tão estático, gera a dor e a melancolia, mas principalmente, a prosa.
Prosamos muito. Sobre os mais sortidos temas, os quais nunca cessávamos um instante de alegria e descontração, para debatermos e dialogarmos sobre tais. É certo que os assuntos, apesar de possuírem uma essência sisuda, eram recheados por anedotas maquinadas por nós.
Um desses diálogos povoava no fato de como a sociedade nos reprime e nos extrangula, a fim de que vistamos um padrão de ente e que, nele, vivamos por toda existência, renunciando ações deleitosas ao nosso gosto, maquinando personalidades conflituosas e hipócritas. O mundo nos controla, o sistema nos impõe as regras. E nós obedecemos. Hein, Venâncio? Leitor?
Lafayette Gadelha
João Pessoa, 30 de Maio de 2008
Estou em sua companhia, agora, metodicamente, neste instante, a fazer nada, entrando no total e completo ócio mais inimaginável, aquele que, de tão estático, gera a dor e a melancolia, mas principalmente, a prosa.
Prosamos muito. Sobre os mais sortidos temas, os quais nunca cessávamos um instante de alegria e descontração, para debatermos e dialogarmos sobre tais. É certo que os assuntos, apesar de possuírem uma essência sisuda, eram recheados por anedotas maquinadas por nós.
Um desses diálogos povoava no fato de como a sociedade nos reprime e nos extrangula, a fim de que vistamos um padrão de ente e que, nele, vivamos por toda existência, renunciando ações deleitosas ao nosso gosto, maquinando personalidades conflituosas e hipócritas. O mundo nos controla, o sistema nos impõe as regras. E nós obedecemos. Hein, Venâncio? Leitor?
Lafayette Gadelha
João Pessoa, 30 de Maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Batuca, bebe e beija...
...enquanto isso, o povo paraibano, principalmente, os que fazem parte de uma conjuntura que estamos bem distante dela, vivem sob ditaduras, genuínos holocaustos, a resignar-se a um Estado e a uma sociedade exludentes e indifirentes aos seus problemas, todavia possuem a rebeldia instrínseca, impossível de tomar controle e que, de maneira fugaz, explode, resultando em mais problemas que, infelizmente violam a segurança e os próprios valores.
Às vezes, encontro com Rosinaldo, menino de rua que aprendeu a se virar com um malabarismo de circo amador, mas é este que promove o seu "sustento" de garoto púbere, seus vícios e, quem sabe, um pão pra matar a fome, quando já está em seu limite. Ele trabalha no semáforo em frente ao Mercado de Artesanato, mas, esporadicamente, o vejo na sorveteria, onde lhe pago um sorvete e converso sobre seus estudos e sobre sua família. Ele é sincero e fala, apressadamente, sem dar pausas nos intervalos das palavras, que não vai muito a escola, mas está matriculado, em uma escola do município. Ao final da prosa, pede-me melindroso uns trocados e roupas velhas.
Talvez Rosinaldo, não saiba, mas ele é ludibriado, a toda hora, porque um dos homens que deveria lhe proporcionar necessidades básicas, que governa um Estado da República, batuca, bebe e beija.
A Paraíba carece de políticos de que se sintam mal, ao ver a situações como a de Rosinaldo, que seja instalada uma revolta que os tome e os façam dotados do espírito público mais verdadeiro. Afinal, o sofrimento gera a compaixão.
Às vezes, encontro com Rosinaldo, menino de rua que aprendeu a se virar com um malabarismo de circo amador, mas é este que promove o seu "sustento" de garoto púbere, seus vícios e, quem sabe, um pão pra matar a fome, quando já está em seu limite. Ele trabalha no semáforo em frente ao Mercado de Artesanato, mas, esporadicamente, o vejo na sorveteria, onde lhe pago um sorvete e converso sobre seus estudos e sobre sua família. Ele é sincero e fala, apressadamente, sem dar pausas nos intervalos das palavras, que não vai muito a escola, mas está matriculado, em uma escola do município. Ao final da prosa, pede-me melindroso uns trocados e roupas velhas.
Talvez Rosinaldo, não saiba, mas ele é ludibriado, a toda hora, porque um dos homens que deveria lhe proporcionar necessidades básicas, que governa um Estado da República, batuca, bebe e beija.
A Paraíba carece de políticos de que se sintam mal, ao ver a situações como a de Rosinaldo, que seja instalada uma revolta que os tome e os façam dotados do espírito público mais verdadeiro. Afinal, o sofrimento gera a compaixão.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Do aritgo abaixo
Uma verdadeira lição de vida:
Surto eclesiástico:
I Coríntios 6:10 - "Nenhum bêbado herdará o reino dos céus".
Romanos 1:29 - " Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade".
Opinião: aplausos a colunista, por favor
Enquete: comentários, abraços.
Conclusão: Ana e Lake, certamente, no fim dos tempos, queimarão no fogo do inferno.
Outras:
1- São Paulo, novamente, vence com ilegalidades. Domingo nos veremos, bambis.
2- Por falar em cheias, no sertão, Myriam, quem puder ajudar, de verdade, a galera lá, principalmente em Sousa, manda donativos pro 15o DT aqui em João Pessoa. Acho que é assim mesmo.
3- Próximo tema, Myriam: "a amplitude da arte".
4- Show de Toquinho e MPB4 em Recife daqui a 15 dias. Comprarei meu ingresso, imediatamente.
5- Dia de Tiradentes está próximo. Creio que vou escrever um texto radicalmente nacionalista a maneira de Policarpo Quaresma. Enquete: comentários, abraços.
7- Tentando, debalde, dar uma sisudez ao blog.
Abraços.
Lafayette Gadelha
João Pessoa, 14 de abril de 2008
Surto eclesiástico:
I Coríntios 6:10 - "Nenhum bêbado herdará o reino dos céus".
Romanos 1:29 - " Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade".
Opinião: aplausos a colunista, por favor
Enquete: comentários, abraços.
Conclusão: Ana e Lake, certamente, no fim dos tempos, queimarão no fogo do inferno.
Outras:
1- São Paulo, novamente, vence com ilegalidades. Domingo nos veremos, bambis.
2- Por falar em cheias, no sertão, Myriam, quem puder ajudar, de verdade, a galera lá, principalmente em Sousa, manda donativos pro 15o DT aqui em João Pessoa. Acho que é assim mesmo.
3- Próximo tema, Myriam: "a amplitude da arte".
4- Show de Toquinho e MPB4 em Recife daqui a 15 dias. Comprarei meu ingresso, imediatamente.
5- Dia de Tiradentes está próximo. Creio que vou escrever um texto radicalmente nacionalista a maneira de Policarpo Quaresma. Enquete: comentários, abraços.
7- Tentando, debalde, dar uma sisudez ao blog.
Abraços.
Lafayette Gadelha
João Pessoa, 14 de abril de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
Insônia. Liguei pra Lafa pra saber a senha do blog.
Uma hora estudando direito penal, outra hora orkut-msn.
E nem estou pensando muita coisa pra escrever.Aliás, acho que só pensei em coisas inúteis.
Pensei na utilidade de se ter consciencia que se tem consciência, de novo.
Pensei que gostaria muito de saber gramática.
Pensei que existem poucas doutrinadoras mulheres.
Pensei que os dias passam rápido.
No quanto eu tenho odiado fim de semana (estarei virando nerd, enfim?)
Aí Ana me disse agora que, já que eu queria escrever alguma coisa de todo jeito, devia escrever sobre a super aventura dela neste final de semana:
Constataçao da minha felicidade: posso???????
Ana Moura diz:
eu quero ler essa palhaçada que tu vaii escrever
caralho, odeio esse tipo de expectativa.
e Lafa agora vai me expulsar do blog sério-político-filosófico dele.
Myriam diz:
vou me concentrar na narrativa do teu fim de semana
Ana Moura diz:
no blog?
Ana Moura diz:
num é minha historia?
(ela nao compreende)
Ana Moura diz:
i então
Ana Moura diz:
escreva
Ana Moura diz:
la no blog minha historiaa
(Alguém vai ler isso?)
Fim de semana de Ana
Começou na quinta-feira com a subtracao de sua pessoa pelo maior Diego
Myriam diz:
vamos mudar o nome de lake ne
Ana Moura diz:
bote: Diego
Ana Moura diz:
kkkkkkk
Myriam diz:
ai vcs foram p onde na quinta?
Ana Moura diz:
na quinta
Ana Moura diz:
ele passou aqui em casa
Ana Moura diz:
eu estava com 7 caixas de cerveja.
Ana Moura diz:
84 latinhas
Ana Moura diz:
começamos bbendo
Ana Moura diz:
na calçadinha depois fomos p casa dele
Ana e Lake bebem muito. Eles beberam, beberam e adormeceram no salao de festas da casa dele. Ana sentou encostada na parede e Lake deitou no colo dela. História chata do caralho. To quase desistindo. E nao vou criar um novo estilo literário assim. Melhor falar do carnaval de Olinda, das enchentes do sertao. Como os assuntos de alta relevancia e tormento para algumas pessoas tornam-se tópicos para lacunas numa noite obsoleta, meu Deus.
Myriam diz:
aí dormiram?
Ana Moura diz:
nãoo
Myriam diz:
fizeram amor?
Ana Moura diz:
isso é paginas pretas?
semclausulas,semclausulas, lalala.
Myriam diz:
pode ter paginas pretas?
Ana Moura diz:
podee
Lafa nao deixa.
Myriam diz:
fizeram amor?
Ana Moura diz:
fizeram
Ana é Alain Delon e fala dela na terceira pessoa.
Fizeram amor e ela foi em casa tomar banho. Aí ele mandou ela ir pra casa dele e ela é bem obediente e foi e continuaram bebendo. Ana e Lake sao o tipo de casal que se divertem e bebem juntos e jogam sinuca (falarei disso em breve) e comem caranguejo.
Ana Moura diz:
vim em casa tomei banho
Ana Moura diz:
i ele mandou eu ir p casa dele
Ana Moura diz:
ai fuui pra la i agnt continuou bbndo
Ana Moura diz:
o resto da cerveja
Ana Moura diz:
so tinha 3 caixas
Tá ficando comprido, hein.
Quando terminaram as tres caixas de cerveja...
Ana Moura diz:
um amigo dele ligou chamando p ir p casa de uma amiga deles q esta tendo uma festa
Ana Moura diz:
ai eu disse que não ia
Ana Moura diz:
mais ele disse q eu ia
Aí ela foi porque ela é subserviente e apaixonada.
Myriam diz:
aí tu foi ne?
Ana Moura diz:
fuii
Só que nao acharam a casa da menina. Aí foram jogar sinuca em Almir (lembra que eu disse que eles jogavam sinuca). Mas Ana é uma péssima jogadora.
Ana Moura diz:
mais i jogar sinucaa
Ana Moura diz:
"meu cel descarregou e o dele esqueceu no carro do amigo"
(aspas)
Foi aí que começou o desespero da mae de Ana. Ela passou mal e, claro, acho que era um mal presságio e que algo de terrível havia acontecido com Ana.
Ana Moura diz:
tu escrevee
Ana Moura diz:
mtoo ruimm doidooo
Ana Moura diz:
sabe nem juntar
Myriam diz:
escreva vc entao
Ana Moura diz:
as historias
Ta bom, entao vou recomeçar depois dessa.
Aí Lake e Ana conheceram um casal em Almir e foram jogar sinuca com eles.
Myriam diz:
eu recooméco por ond
Myriam diz:
pela parte q lake teve ciume da nega e tu tb?
Ana Moura diz:
omii va dormirr
Ana Moura diz:
i escrever
Ana Moura diz:
outra coisaa
Ana Moura diz:
ta horrivel isso
Ana Moura diz:
escreva cm se foss um romance
Ana Moura diz:
bem AVENTUREIRO
Ana Moura diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ana Moura diz:
q a mocinha foge cm o caba pq ta apx
Faço questao de colocar isso aqui.
Ana Moura diz:
pronto
Ana Moura diz:
sabe nem ter criatividade
Myriam diz:
eu to obsoleta msm
Myriam diz:
tu acha q eu to escrevdno a tua historia pq?
Myriam diz:
se eu tivesse criatividade ia escrever outra coisa
Myriam diz:
papa angu
Luiza Moura diz:
pq é uma anta
Uma hora estudando direito penal, outra hora orkut-msn.
E nem estou pensando muita coisa pra escrever.Aliás, acho que só pensei em coisas inúteis.
Pensei na utilidade de se ter consciencia que se tem consciência, de novo.
Pensei que gostaria muito de saber gramática.
Pensei que existem poucas doutrinadoras mulheres.
Pensei que os dias passam rápido.
No quanto eu tenho odiado fim de semana (estarei virando nerd, enfim?)
Aí Ana me disse agora que, já que eu queria escrever alguma coisa de todo jeito, devia escrever sobre a super aventura dela neste final de semana:
Ana Moura diz:
escreve
Ana Moura diz:
aventura
Ana Moura diz:
*minha
Myriam diz:
posso????????
Ana Moura diz:
pode
Ana Moura diz:
qr fazer as paginas pretas tbm?
Constataçao da minha felicidade: posso???????
Ana Moura diz:
eu quero ler essa palhaçada que tu vaii escrever
caralho, odeio esse tipo de expectativa.
e Lafa agora vai me expulsar do blog sério-político-filosófico dele.
Myriam diz:
vou me concentrar na narrativa do teu fim de semana
Ana Moura diz:
no blog?
Ana Moura diz:
num é minha historia?
(ela nao compreende)
Ana Moura diz:
i então
Ana Moura diz:
escreva
Ana Moura diz:
la no blog minha historiaa
(Alguém vai ler isso?)
Fim de semana de Ana
Começou na quinta-feira com a subtracao de sua pessoa pelo maior Diego
Myriam diz:
vamos mudar o nome de lake ne
Ana Moura diz:
bote: Diego
Ana Moura diz:
kkkkkkk
Myriam diz:
ai vcs foram p onde na quinta?
Ana Moura diz:
na quinta
Ana Moura diz:
ele passou aqui em casa
Ana Moura diz:
eu estava com 7 caixas de cerveja.
Ana Moura diz:
84 latinhas
Ana Moura diz:
começamos bbendo
Ana Moura diz:
na calçadinha depois fomos p casa dele
Ana e Lake bebem muito. Eles beberam, beberam e adormeceram no salao de festas da casa dele. Ana sentou encostada na parede e Lake deitou no colo dela. História chata do caralho. To quase desistindo. E nao vou criar um novo estilo literário assim. Melhor falar do carnaval de Olinda, das enchentes do sertao. Como os assuntos de alta relevancia e tormento para algumas pessoas tornam-se tópicos para lacunas numa noite obsoleta, meu Deus.
Myriam diz:
aí dormiram?
Ana Moura diz:
nãoo
Myriam diz:
fizeram amor?
Ana Moura diz:
isso é paginas pretas?
semclausulas,semclausulas, lalala.
Myriam diz:
pode ter paginas pretas?
Ana Moura diz:
podee
Lafa nao deixa.
Myriam diz:
fizeram amor?
Ana Moura diz:
fizeram
Ana é Alain Delon e fala dela na terceira pessoa.
Fizeram amor e ela foi em casa tomar banho. Aí ele mandou ela ir pra casa dele e ela é bem obediente e foi e continuaram bebendo. Ana e Lake sao o tipo de casal que se divertem e bebem juntos e jogam sinuca (falarei disso em breve) e comem caranguejo.
Ana Moura diz:
vim em casa tomei banho
Ana Moura diz:
i ele mandou eu ir p casa dele
Ana Moura diz:
ai fuui pra la i agnt continuou bbndo
Ana Moura diz:
o resto da cerveja
Ana Moura diz:
so tinha 3 caixas
Tá ficando comprido, hein.
Quando terminaram as tres caixas de cerveja...
Ana Moura diz:
um amigo dele ligou chamando p ir p casa de uma amiga deles q esta tendo uma festa
Ana Moura diz:
ai eu disse que não ia
Ana Moura diz:
mais ele disse q eu ia
Aí ela foi porque ela é subserviente e apaixonada.
Myriam diz:
aí tu foi ne?
Ana Moura diz:
fuii
Só que nao acharam a casa da menina. Aí foram jogar sinuca em Almir (lembra que eu disse que eles jogavam sinuca). Mas Ana é uma péssima jogadora.
Ana Moura diz:
mais i jogar sinucaa
Ana Moura diz:
"meu cel descarregou e o dele esqueceu no carro do amigo"
(aspas)
Foi aí que começou o desespero da mae de Ana. Ela passou mal e, claro, acho que era um mal presságio e que algo de terrível havia acontecido com Ana.
Ana Moura diz:
tu escrevee
Ana Moura diz:
mtoo ruimm doidooo
Ana Moura diz:
sabe nem juntar
Myriam diz:
escreva vc entao
Ana Moura diz:
as historias
Ta bom, entao vou recomeçar depois dessa.
Aí Lake e Ana conheceram um casal em Almir e foram jogar sinuca com eles.
Myriam diz:
eu recooméco por ond
Myriam diz:
pela parte q lake teve ciume da nega e tu tb?
Ana Moura diz:
omii va dormirr
Ana Moura diz:
i escrever
Ana Moura diz:
outra coisaa
Ana Moura diz:
ta horrivel isso
Ana Moura diz:
escreva cm se foss um romance
Ana Moura diz:
bem AVENTUREIRO
Ana Moura diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ana Moura diz:
q a mocinha foge cm o caba pq ta apx
Faço questao de colocar isso aqui.
Ana Moura diz:
pronto
Ana Moura diz:
sabe nem ter criatividade
Myriam diz:
eu to obsoleta msm
Myriam diz:
tu acha q eu to escrevdno a tua historia pq?
Myriam diz:
se eu tivesse criatividade ia escrever outra coisa
Myriam diz:
papa angu
Luiza Moura diz:
pq é uma anta
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