e tudo é tão mais cruel do que se imaginava, tão dilacerador sem
trégua, inexoravelmente, uma dor, uma cruz.
as rodas dos falsos intelectualóides me irritam
é uma ira branda, guardada em um recanto
"somos milhões..."
não me aguento mais
vou sair
não, não vou
ficar e escutar a batida dos músculos
ou os sambas na memória
"conseguiram alguns avanços..."
eu peço: parem!
ninguem me escuta.
João Pessoa, meados de maio de 2009
L.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
titio.
Rafael é um menino que me chama de titio e eu, de besta que sou profissional com carteira assinada, corro atrás dele pra ele morrer de rir. De vez em quando, é uma bola que tomo dele e escondo atrás de mim, dentro da camisa, embaixo do carro, e ele continua só rindo da minha pueril brincadeira que para ele é mais que isso. É um desafio. Pra mim, uma lição, pedagogia matinal e um sorriso.
Depois, corro feito um louco voltando à luta talvez sem propóstitos e sem muitos arrimos, certamente. E sem sorrisos. O caminho é sempre longo até a universidade, as conversas as mais enfadonhas, contínuas e polêmicas. Daí, os desafios (tão pérfidos que sejam) se encetam com muito suor, vociferações ao telefone, vitupérios distribuídos no vácuo para sei lá quem; os deuses começam a sumir da amálgama da alma e sucumbem na imaginação e na filosofia de Tales. É só mecânica, porteiros que abrem e fecham, despachos nos mais recatados e requintados gabinetes, ofícios dos mais atribulados.
Pronto, cheguei. Rafael já dorme no sono mais profundo do universo, enquanto eu vou tentar rezar para pelo menos um Deus e depois dormir ansiando no outro dia mais um sorriso de Rafael que se alastra pelo prédio como um eco sem fim.
Depois, corro feito um louco voltando à luta talvez sem propóstitos e sem muitos arrimos, certamente. E sem sorrisos. O caminho é sempre longo até a universidade, as conversas as mais enfadonhas, contínuas e polêmicas. Daí, os desafios (tão pérfidos que sejam) se encetam com muito suor, vociferações ao telefone, vitupérios distribuídos no vácuo para sei lá quem; os deuses começam a sumir da amálgama da alma e sucumbem na imaginação e na filosofia de Tales. É só mecânica, porteiros que abrem e fecham, despachos nos mais recatados e requintados gabinetes, ofícios dos mais atribulados.
Pronto, cheguei. Rafael já dorme no sono mais profundo do universo, enquanto eu vou tentar rezar para pelo menos um Deus e depois dormir ansiando no outro dia mais um sorriso de Rafael que se alastra pelo prédio como um eco sem fim.
L.
João Pessoa, 15 de Setembro de 2009.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
e a inspiração do blog?
http://www.palmalouca.com.br/artes/artes.jsp?id_artes=600
Ele sumiu, mas Dandy ainda é um milionário socialista que de carrão chega mais rápido à revolução.
"amar e mudar as coisas me interessa mais"
L.
João Pessoa, 19 de Agosto de 2009
Ele sumiu, mas Dandy ainda é um milionário socialista que de carrão chega mais rápido à revolução.
"amar e mudar as coisas me interessa mais"
L.
João Pessoa, 19 de Agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
sem título.
Eu tenho medo dos temores. E das confissões. E das decepções. E de mais dores.
Destarte, quero o ensejo às surpresas e olvidar a rotina pegajosa e fatigante que fede a formol. O sopro dos rodeios virá à tona e as paixões se debruçarão sobre o impiedoso solo da fugacidade, da velocidade, sobrando o desatino em detrimento da lucidez metódica. Quero quebrar os motores de maneira voraz, cessar os moinhos e mandar os trabalhadores à sesta.
O fato é que entorpeceremos, nós, o mundo dos que não se inebriam e surtaremos os grupos mais alvoraçados, mais conectados ao labor.
O objetivo é cada vez mais desastroso e caótico, conforme a música que toca sob o som dos tambores, dos sinos e das cornetas. E as acepções serão de álcool e aveludadas por um doce tom de um si.
L.
João Pessoa, 14 de Agosto de 2009
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